O tropeço da Seleção feminina no Torneio Internacional Cidade de São Paulo não prejudicou apenas os planos da equipe de se garantir antecipadamente na final. A derrota por 2 a 1 para o México, na última quinta-feira, também comprometeu a renovação iniciada pelo técnico Márcio Oliveira e obrigou a experiente Érika a cobrar tranquilidade de suas companheiras. A postura seria essencial para não influenciar o desempenho das jovens promessas nacionais.
A equipe montada para a competição conta com as estreantes Renata, Desireé e Giovânia, além de meninas que já passaram pelas categorias de base: Andressa Alves, Luana, Andressinha, Poliana, Gislaine e Danielle. Para ganharem uma nova chance contra a Dinamarca, as meninas precisarão mostrar que a pressão de levar o País à final do torneio não influenciará no seu rendimento dentro das quatro linhas.
“Elas sabem de tudo isso. As novas estão tentando buscar o espaço na equipe e estão conseguindo aos poucos. A gente já está há um pouco mais de tempo e temos que dar tranquilidade para que elas possam jogar futebol”, disse Érika. “Não é porque somos novinhas ou experientes. Todas sabem que a bola rola diferente dentro de campo. As jovens e as mais velhas precisam de calma para ver o que acontece no próximo jogo.”
“Estamos iniciando um novo trabalho para que o grupo se torne grande e bem treinado. Não podemos colocar a culpa em ninguém por conta de uma derrota. A equipe tem que trabalhar. Ganhar de Portugal não significa que o time está nas mil maravilhas. O México soube aproveitar dois erros bestas e agora precisamos ter um pouco mais de cuidado”, completou.
Mesmo com o ceticismo apresentado depois da segunda rodada do torneio amistoso, Érika disse ter confiança na Seleção e garantiu que uma vitória sobre a Dinamarca não é algo impossível de se pensar. “Vencemos este time na edição passada da competição e não temos dúvidas de que podemos vencer de novo. Agora não adianta mais falar, e sim agir”, concluiu.
