Ainda que veja pontos positivos na condição de francoatirador no confronto com os Estados Unidos, o brasileiro Thomaz Bellucci admite a superioridade da equipe rival na Copa Davis. Realista, ele elogia os adversários norte-americanos e prevê grandes dificuldades para o compatriota Thiago Alves.
“Nos últimos anos, ele jogou muito mais challengers do que torneios da ATP, e o nível é bem diferente. Vai ser um confronto muito complicado para o Thiago. Mas é um jogador que sempre corresponde sob pressão e precisa entrar solto na quadra", declarou Bellucci.
Aos 30 anos, Alves tem como recorde no ranking mundial a 88ª colocação, alcançada em julho de 2009. No mês seguinte, no entanto, o tenista saiu do top 100 e não conseguiu mais retornar. Vítima de uma grave lesão nas costas, ele bateu no 500º posto da lista da ATP em agosto de 2011, mas se recuperou e evoluiu significativamente em 2012.
Campeão de dois challengers no ano passado, Alves disputou a chave principal de um torneio da ATP pela última vez ao furar o quali de Bastad e cair na primeira rodada, em julho de 2012. Em 2008, na quadra rápida coberta, mesma condição do duelo com os Estados Unidos, o brasileiro fez sua única exibição na Davis e deu trabalho aos croatas Ivo Karlovic e Roko Karanusic.
Com Bruno Soares e Marcelo Melo, o Brasil costuma ser favorito nas duplas, condição que não terá diante dos poderosos Mike e Bob Bryan. Atuais líderes do ranking mundial e recém-campeões do Aberto da Austrália, os gêmeos norte-americanos contabilizam 20 vitórias e duas derrotas na Copa Davis, a última em 2008.

Com uma lesão no joelho direito, o norte-americano John Isner, exímio sacador, desistiu do Aberto da Austrália. Confirmado na equipe pelo capitão Jim Courier, o jogador disputou apenas uma partida em 2013, já que perdeu logo na estreia do ATP 250 de Sydney, algo que também não é suficiente para deixar Bellucci animado.
“Na teoria, ele deve estar mais descansado e recuperado para jogar a Davis. É sempre um adversário muito perigoso, principalmente na quadra rápida. No começo de temporada, todos os jogadores sentem um pouco a falta de ritmo. Eu mesmo fiz só três jogos esse ano ainda”, declarou o brasileiro.
